Módulos Digitais/ Defeitos /Reparos /Avaliação Parte 1.

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Foto Ilustrativa

Módulos Digitais uma geração que mudou o conceito da maneira de usar equipamentos de alta potência, sua performance, rendimento, consumo, resistência… atraiu muitos usuários do som automotivo. Desenvolvidos para o trabalho pesado, teve ao longo do tempo sua marca cravada com grande sucesso entre o meio automotivo.

Embora mesmo com todo esse avanço tecnológico, como todo equipamento é vulnerável à defeitos, surgiram alguns obstáculos associados aos reparos desses equipamentos.  A comparação entre os modelos Analógicos  e Digitais são bem diferentes e bem complexas… tendo em vista que o funcionamento é totalmente diferente. Os Profissionais nesta área que tem um conhecimento mais avançado, sabem e podem comprovar o que estou afirmando…. e esse assunto é que será abordado neste Post.

Em primeiro plano é levado em consideração o diagnóstico do defeito, sua localização, o ponto afetado e o componente em questão. É indicado que se faça uma analise visual internamente no circuito eletrônico, alguns defeitos tem origem visível e de fácil localização…ex: FETs queimados, resistores, capacitores “estufados”, bobinas indutoras carbonizadas, capacitores poliéster queimados..etc. Na localização de um defeito de origem “oculta” ou seja…não há constatação visual, ex: leds piscam alternadamente, led de proteção acesa, vazamento de DC, ruídos nos falantes…etc.  é necessário e de prioridade o uso de equipamentos adequados aos testes em certas situações.

Pode ocorrer do componente afetado ser detectado apenas com uma medição simples de um multímetro, mas pode ocorrer fatores de pontos estratégicos no circuito e a falta de outros equipamentos tornam essa tarefa difícil. É notado em vários Fóruns de Eletrônica muitos Técnicos solicitarem informações sob certos defeitos, embora às vezes não se obtém o resultado esperado, tanto pelas informações passadas ou pela falta de conhecimento e equipamentos que poderiam lhe auxiliar no reparo.

A montagem de uma bancada para auxiliar o Técnico neste tipo de equipamento exige um investimento, tentar fazer “milagre” fazendo trocas de peças aleatórias pode trazer algumas desvantagens ao bolso e ao equipamento.  Não é necessário que se tenha equipamentos altamente sofisticados e de custos elevados, temos hoje no mercado equipamentos de ótimo rendimento com custos bem reduzidos e que oferecem grande confiabilidade.

A relação de equipamentos para uma bancada de funcionamento correto é:  Osciloscópio, Multímetro Digital, Gerador de Áudio, Fontes de Alimentação com baixa e alta corrente, Estação de Retrabalho, Caixas Acústicas (Full range) se necessário Sub Woofer, Cargas resistivas para testes de Potência ( utilizar com cuidado ) Alicate Amperímetro DC/AC 40/400A.

Neste Post tenho à intenção de orientear principalmente Técnicos que estão iniciando seus trabalhos em modelos digitais, participo do Fórum de Eletrôncia 2002 e tenho inúmeros  comentários com dicas de reparos e baseado nesta experiência tive essa iniciativa de criar esse Blog. Essas postagens serão divididas em partes, em breve informações de reparos serão postadas, como proceder, diagnosticar, cuidados no procedimento de troca de peças e outras dicas.

Prévias, na parte 2 será abordado o início de um reparo…diagnóstico, analise do circuito, componentes com defeito… aguardem!!!

 

Módulos Digitais/ Defeitos /Reparos /Avaliação Parte 2.

O início de um reparo primeiramente se consiste em :  Apurar o relato do cliente, em muitos casos certos defeitos ocorridos tem vinculo com mal uso, fios mal isolados, instalações precárias, sistema de alimentação deficiente.

Com o equipamento na bancada, primeira passo é realizar uma inspeção “visual” ou seja, pontos queimados serão facilmente notados, trilhas rompidas, reparos com procedimentos incorretos por terceiros.

Ao se iniciar uma avaliação é necessário um conhecimento do mapeamento do circuito, onde teremos Fonte, Canal e Pré. Outros pontos internos como estágios de detecção de Alta voltagem, Baixa voltagem, Alta temperatura, Dc na saída, Clip, são avaliados em segundo plano.

Uma característica muito comum é o acionamento da (PROTEÇÃO) situação essa que deve ser avaliada com precisão. Não se trabalha com a hipóteses de suposições e sim de apurações precisas. Ao constatar um acionamento da proteção, primeira iniciativa é se avaliar o circuito. Em primeiro a visualização, nada encontrado, se inicia uma varredura com testes à frio no equipamento. Atenção Não tentem ligar o circuito sem antes ter um prévia certeza do ponto afetado, tentativas desse porte podem causar mais danos aos componentes.

Vamos ter como exemplo um caso de proteção acionada em virtude de um canal queimado, essa avaliação é feita com testes à frio (circuito desligado), se localiza o ponto, se faz a medição dos componentes, se localiza o componente (s) em curto, em seguida se efetua a troca. Supondo que o componente localizado foi um FET, (o que é mais comum de acontecer), retira-se o componente do circuito e se faz uma medição, pode ocorrer de mais algum apresentar um “curto” e dessa maneira outros devem ser retirados e avaliados.

Um detalhe que deve ser lembrado é, quando há queima de FET´s, outros componentes também podem sofrer danos, dessa forma deve se fazer um inspeção bem rigorosa na área afetada. Resistores, capacitores, diodos, drivers são alvos que podem contribuir em uma situação crítica. Circuitos que operam com maior tensão no secundário que é o caso de modelos digitais devem ser vistos com atenção redobrada, e porque isso? após feito a troca dos componentes danificados, é necessário vistoriar com muita atenção tudo o que foi realizado, uma falha qualquer que seja pode causar danos instantâneos aos componentes. Ao ser energizado o circuito a fonte secundária vai carregar uma tensão que pode variar de modelo para modelo em média de 100V à 200V nos modelos convencionais. Testes de PWM sem os FET´s em certos casos devem ser efetuados para se evitar surpresas inesperadas (http://www.tecnilleletronica.com.br/teste-de-pwm-sem-os-fets/) . Esse teste tem por finalidade checar se o pulso esta fluindo normalmente nos terminais de gates dos FET´s, se algo estiver errado, é necessária reavaliar o estágio driver pois algo ainda está irregular.

Proteção é acionada, fonte interna esta em curto ou em alguns casos não é possível o acionamento. Neste tipo de defeito o procedimento segue o mesmo princípio do citado acima. Em muitos casos a fonte sofre uma drástica queima de componentes, podendo até forçar um curto no Trafo, outros componentes tendem a ter o mesmo destino (queima). É bom salientar que este estágio é bem criterioso, e temos que seguir o mesmo critério…dividir em partes. Temos o MICRO CONTROLADOR (PIC), na sequência o driver de pré excitação do PWM para os FET´s, resistores de Gates e por fim os FET´s.  A falha de alguns desses componentes podem deixar o funcionamento instável e até resultar em curto ao se ligar o circuito. Uma precaução que deve ser realizada é inserir na linha de alimentação uma proteção (fusível) pois em caso de falhas o circuito estará protegido, há quem utilize lâmpadas para o teste, embora esse procedimento seja usado, vai haver um momento que o circuito terá de ser acionado diretamente pela fonte de abastecimento (bateria ou fonte adequada). Após ser feita a troca dos supostos componentes e, revisado todo o serviço, é chegado o momento do acionamento…eu recomendo que se utilize um Amperímetro para se aferir o valor de consumo ao se ligar a tensão de 12V de acionamento. Alguns modelos podem atingir até 30,40,50A de pico de acionamento ao receber tensão nos bornes de entrada, esses picos tendem a cair em segundos ( em média 3 segundos) e se estabilizar no valor que o circuito está projetado, isso vai variar de modelo para modelo.

Um detalhe importante é, observar no amperímetro o pico de acionamento pois se o mesmo tender a disparar (subir) desligue imediatamente a alimentação, nesse momento o fusível será de grande ajuda, pois se houver uma falha o mesmo vai se desarmar por segurança. Essa recomendações são indicadas para todos os modelos, tudo o que envolve alta potência se trata de equipamentos de alto risco, toda segurança é sempre bem-vinda.

Brevemente informações de teste de captura de sinal, aguardem!!!

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12 thoughts on “Módulos Digitais/ Defeitos /Reparos /Avaliação Parte 1.”

  1. Boa tarde, muito boa iniciativa, em dispor seu tempo para compartilhar seus conhecimentos, Parabéns Nill, belíssimo trabalho. Quero aproveitar o momento e perguntar a vc se teria um esquema para montagem de carga resistiva para potencia?

    1. Olá Jack, obrigado pela sua participação no Blog seja sempre bem-vindo, compartilhando também se aprende. Sob a montagem de carga resistiva ainda não tenho
      nenhum esquema preparado, mas posso adiantar algumas maneiras de testes, q são: teste em módulos ( carga resistiva com fio de Níquel chromo com ventilação forçada) nesta condição deve-se avaliar a bítola do fio pra testes mais pesados. teste de potências linha profissional ( carga resistiva de resistência de chuveiro montada com arrefecimento com água) oferece um bom resultado com custos baixos.
      Testes realizados com cargas resistivas devem ser acompanhados com muita atenção, fonte de alimentação, dissipação de caloria, equipamentos para os testes.

      1. Tou no aguardo =D,faz tempo que vi seu comentário mas hoje tava dando um lida por aqui e resolvi comentar novamente,acompanho seus post no fórum quase todos os dias =D.

  2. Muito bom! Estou com um problema com um SD 8000 alguém poderia me ajudar , o amplificador só funciona com tensao de alimentação acima de 14.5 v , do contrário o mesmo pisca o led vermelho 16 vezes, alguém sabe c ele tem um comparador ou regulador de tensão , não consegui identificar o componente

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